sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sobre o amor de mãe... e madrasta!

Esses mês tudo mudou aqui em casa, o Lucas e a Alice completam 1 ano (dia 20) e com nessa idade é quando mais temos novidades em relação a eles. O Benjamin tem 2 anos e a Isabela 3, e eu acho super fofo esse 3, 2 e 1 deles! Apesar de ser bem complicado dar conta deles, ando acompanhando uma blogueira australiana que tem seis com a mesma idade. Ela tem três meninos de 4, 3 e 2 anos e trigêmeos de 1! E ela, da mesma idade que eu, dá conta muito bem de dois a mais, por que eu não conseguiria? Esse é meu pensamento nos dias difíceis.

A maior mudança na minha cabeça, não foi uma coisa pensada. Eu sempre falei que não teria muitos filhos, seriam no máximo dois e com idades bem distantes para poder aproveitar cada fase deles. Eu engravidei do Benjamin quando a Maria Isabela tinha apenas 3 meses e depois engravidei novamente quando o Benjamin tinha 10 meses e a Isabela 1 ano e 10 meses. Ou seja, eu tinha dois bebês em casa e estava grávida. Nunca foi o que eu planejei! Mas foi, sem dúvidas, a melhor coisa que já aconteceu na minha vida!

Eu não posso dizer que não aproveitei a Isabela bebê porque estava grávida ou que não pude ver ela se desenvolver depois que fez 1 ano porque ela tinha um irmão recém-nascido. Eu aproveitei a Isabela bebê sim, vi cada fase dela e tudo que o Benjamin (sem irmãos mais novos até os 10 meses) aprendeu, ela também aprendeu com a mesma idade. Tudo que ela aprendeu eu escrevi no caderninho dela, temos fotos, temos vídeos e não foi porque eu estava grávida e tínhamos um bebezinho em casa que a Isabela ficou esquecida num canto e eu só pensei no irmão! Eu dei muito mais atenção para ela aprendendo a engatinhar do que para arrumar a mala do Benjamin, gastei muito mais tempo fazendo as papinhas dela do que planejando e sonhando com o quarto do Benjamin. Eu não teria todo o tempo do mundo para fazer essas coisas para ela, mas também não teria para fazer para ele!

Quando eu engravidei pela terceira vez, meu mundo caiu. Sim, meu mundo caiu! E quando descobrimos que eram gêmeos, ele desmoronou. Eu chorei horrores e pedi colo para o meu pai, que muito sábio, me deu o melhor conselho da vida! Ele, que tem três filhas dele e três da mulher (a minha madrasta já tinha três filhas quando casou com ele) me disse que mesmo ele tendo tanta criança em casa, cada uma tem uma memória boa com ele e nem todas tem uma memória ruim. E pode não fazer sentido para você, mas para mim, que estava prestes a ter quatro filhos, fez. Eu tinha a opção de fazer meus filhos terem memórias boas pois pedi ajuda enquanto eu podia fazer isso! Eu não esperei eles terem memórias ruins para pedir socorro. Eles nem vão lembrar da mamãe grávida e dos irmãos bebezinhos, a Bela nem sabe o que é uma vida sem irmão. Aquilo não seria ruim para eles, mas por algum motivo, eu que sempre amei minhas irmãs e amo te-las na minha vida para dividir TUDO, achei que meus filhos odiariam ter irmãos.

Atualmente, quando vejo eles brincando e se amando, percebo que era apenas medo. Medo deles serem daqueles irmãos que brigam e nunca mais se falam. Medo do que a vida faria com os meus bebês! Hoje vejo que a educação que damos para eles fará toda a diferença, eles nunca vão ser desses irmãos que brigam e não estão nem aí para os irmãos pois nós ensinamos eles a pedirem desculpas e a deixar a briga de lado porque eles se amam, e brincar juntos é muito mais legal. Nós damos uma educação baseada no amor, e não no dinheiro e nos bens. Apesar de esse não ser o assunto do post, acredito que o medo de muitas mães, lá no fundo é esse! Dos filhos não serem aquilo que somos. Mas se você dá esse exemplo, por que eles não seriam? Aqui dávamos exemplo diariamente que amor de irmão é tudo na vida, mas o destino me separou das minhas cinco irmãs e atualmente, raramente consigo dar exemplo.

Voltando ao assunto, rs.

Tive medo de não amar o Benjamin como eu amava a Isabela? Tive. Cresci tendo uma mãe que demonstrava que ama a filha mais nova muito mais do que eu e a Bruna! Mas se a Bruna conseguiu amar o Joaquim, que é filho adotado dela, tanto quanto ama a Melissa, por que eu não conseguiria?! Quando engravidei dos gêmeos, não tive um exemplo desses. De que eu conseguiria amar os dois e que não trataria com diferenças! Esse sempre foi o meu maior medo, de tratar com diferença. Graças a Deus, aprendi com a minha irmã que nós não somos como nossa mãe. Nós nascemos para ser mãe, para dar esse amor de mãe. E que como o ditado sempre disse, coração de mãe sempre cabe mais um. Aprendi na marra que esse ditado é verdade, aprendi com a vida. Atualmente, tenho quatro filhos com idade diferentes, aprendendo coisas diferentes e demonstrando amor de forma diferente. E eu vejo e sinto que amo eles, cada um do seu jeitinho, mas o amor, há o amor, esse é o mesmo. Não é diferente porque o Benjamin ama beijar e abraçar e a Isabela não. Não é diferente porque a Isabela gosta da dormir agarradinha e o Benjamin não. Isso não interfere no amor que sinto por eles e nunca vai interferir. Eu não amo mais a Alice porque ela gosta das mesmas comidas que eu e o Lucas não. Eu não amo mais a Isabela e o Lucas porque eles são mini-me na aparência ou o Benjamin e a Alice porque eles são mais parecidos comigo na personalidade. No dia em que isso for o motivo que eu amo meus filhos, me internem que tem algo errado!

Eu cresci sabendo que não precisa ser mãe para amar. Aprendi isso com a minha madrasta! Ela não é minha mãe biológica mas eu sempre senti o amor que ela me dava. Não vou mentir, eu resisti ao assunto madrasta por muitos anos! Eu não aceitei essa "mulher" na minha vida, por muitos anos. E mesmo assim, desde o momento em que ela entrou na minha vida, eu senti o amor dela. Não foi porque eu era carente de mãe, não foi porque eu precisava de um modelo feminino na minha vida. Foi porque ela demonstrou, ela falou e ela me mostrou! Meu modelo feminino sempre foi minha avó, por n motivos, mas desde que virei mãe, minha maior inspiração é a minha madrasta. Foi com ela que aprendi tantas coisas que eu queria passar para meus filhos! Quando eu soube que teria uma menina, eu só pensava no que a minha madrasta fazia para mim que eu faria para a minha menininha. Em todas as formas que minha madrasta demonstrava o amor por mim e que, finalmente, havia chego a minha hora de demonstrar esse amor.

Eu queria tanto que meus filhos sentissem o meu amor, que depois que virei mãe acabou que eu vi que não precisava disso tudo. São nos pequenos gestos que eles ficam sabendo! Eles sabem que nós amamos eles quando damos a fruta preferida deles em um dia normal. Eles entendem tanto de amor que nós que devíamos aprender com eles! Nós os ensinamos sobre o mundo, eles nos ensinam sobre o amor. Nós achamos que eles que precisam aprender sobre a vida, e na verdade, nós que precisamos aprender, ou melhor, relembrar. Relembrar das maravilhas de ser criança e tudo ser novidade, tudo ser motivo de brincadeira e de felicidade!

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